27.2.08

LEITURAS REVOLUCIONÁRIAS são possíveis com os textos-obras-primas da repórter Eliane Brum, da revista Época. Dois exemplos cabais:

"O inimigo sou eu" (10 dias num retiro de meditação = puta lição de vida) - clique aqui

"Suicidio.com" (jovem gaúcho comete suicídio com ajuda de internautas) - clique aqui

Em breve neste bológue, discussão sobre (falta de) suicídio na mídia!


Bruno Pessa não confunde discussão de suicídio (isso é permitido) com incitação ao suicídio (isso é crime)

17.2.08

O TEMA É O TROTE, esse que os veteranos universitários aplicam nos calouros/bixos.

Nessa época de início de aulas, o tema é recorrente na mídia, que quase sempre explora e alerta sobre os exageros ligados à violência e consumo de álcool e drogas do ritual.

Pra mim não importa se a mídia exagera. Só acho que humilhar e obrigar qualquer pessoa a beber e fumar é criminoso, tanto pelo risco à saúde quanto à dignidade da vítima. Ou seja, injustificável.

Já fui bixo, fui veterano e sempre achei bacana a brincadeira do trote pra vc conhecer a galera do seu curso, se integrar, colecionar momentos divertidos e fazer amigos. Desde que seja de leve, só pra zoar mesmo, tirar uma onda, dar risada e, principalmente, brincar com os que estão dispostos a brincar.

O bixo não quer entrar? Não participa, sem represália. Não quer beber? Fica na sua. Se os veteranos forem legais, azar do bixo que se isolar. Mas se eles querem extrapolar os limites do aceitável, que respeitem os que se respeitam como seres humanos.

E se não estiverem nem aí e agirem como criminosos? Manda pra delegacia, não é lá o lugar dos que cometem crimes?

Bruno Pessa nunca ficou bêbado, não suporta cigarro e prefere que as coisas continuem assim

P.S.: Veja no que pode acabar um trote alcoólico clicando aqui.

1.2.08

POBRES SACOS PLÁSTICOS DOS POBRES

Seguindo a linha do discurso ecologicamente consciente-correto, uma pá de gente anda metendo o pau nos saquinhos plásticos que o comércio nos fornece quando vamos às compras, pela degradação ambiental que eles causam após seu desuso. De fato, há uma penca de sacos acumulados no nosso dia-a-dia!

Mas sem eles, temos um problema. Não falo de termos que adotar uma sacola padrão para levarmos às compras, reutilizando-a ad infinitum. Sem os saquinhos, como vamos "vestir" as lixeirinhas da cozinha e dos banheiros de casa? Como vamos levar lanche/marmita pra escola/trabalho? Como vamos evitar que o guarda-chuva molhe a bolsa? Como vamos separar a roupa suja do resto da bagagem em situações de dormir fora?

Ah, existem sacos especializados pra lixo à venda, eu sei. Mas não chegam em casa de graça né... Conclusão: azar dos que levam lanche e guarda-chuva na bolsa, que vão ter de incluir um novo item nas despesas. Pobre só se ferra mesmo... E os anos de amizade com os sacos plásticos, quebra-galhos tão úteis? Vão pro lixo? Não, vai acabar poluindo o ambiente...


Bruno Pessa gosta de sinônimos coloquiais, tipo "uma pá, uma penca = um monte, no sentido de muuito", além de latinidades como "ad infinitum = para sempre"