24.7.17

Cursinheiro sangue bom trabaiadô


As grades que a gente rompe no Cursinho Popular Laudelina de Campos Melo são outras!

Uma das fotos produzidas por Marcia Minillo para reportagem da amiga Maria Lígia Pagenotto, intitulada Cursinhos Populares promovem educação como direito e não mercadoria, publicada online pela Rede Brasil Atual

30.6.17

Dez..pras..cinco... do casal trabalhador

Minha humilde, mas excelente, paródia de Despacito, de Luís Fonsi. Olha como ficou show nesse vídeo, amador porém realístico:




Aaii... essa hora que não passa... ah não, ah não...(embuchada)

(Vai!) Sim, sabe que no fundo isso é uma agressão
Madrugar com o despertador
Vi, que também sonhas com as férias para que
Possa dormir até acordaaarr

(oh)Tu, segurando esse sono colossal
Deitando na cadeira com a coluna mal
Foda conviver com a preguiça vadia

(Pois é) Sim, já fiz pausas variadas afinal
Fazê um lanchinho é fundamental
Mas o relógio esse bem que poderia...

Dez...pras...cinco... Se é de madrugada tem gente dormindo,
Gente levantando, gente se vestindo
Gente na balada tomando mojito...

Dez...pras...cinco...Se é quase às 17 o dia vai se indo
Gente trabalhando, gente produzindo
Trânsito formando horário de picoo (sobe o pico, sobe o pico, vai!)
..
Quero que a noite chegue pr'eu ficar de boooaaa
Ônibus indo pra casa, meus lugares favoritos! (favoritos, favoritos baby)
Quero meu sofá, meu banho, o meu pijaminhaaa
As cobertas mais saudosas, muito melhor que um cineminhaaa
Gata eu to te esperando
Sei no que está pensando
Que eu fiquei maquinando
Um daqueles superplanos
Mas relaxa que é facinho e vai ser bão, bão
Não vamos complicar a nossa real intenção, ção
A gente se amarra aqui e não precisa sa-ir
Não gasta, não se irrita e pede um deli-very
Tudo naturalmente sob o edredom se esquenta
A TV fica de lado e a gente se alimenta
Pasito a pasito, ói que tá bonito
A coisa vai pegando poquito a poquito
Quando você me beija esqueço a tristeza
Que tem segunda-feira, trabalho sobre a mesa
Pasito a pasito, faz devagarzinho
Prolonga o momento desse amorzinho
Não quero nem lembrar de tudo lá de fora
Até do relógio eu fujo pra não ver a hora
Dez...pras...cinco... Se é de madrugada tem gente dormindo,
Gente levantando, gente se vestindo
Gente na balada tomando mojito...

Dez...pras...cinco... Se é quase às 17 o dia vai se indo
Gente trabalhando, gente produzindo
Trânsito formando horário de picoo (sobe o pico, sobe o pico, vai!)
..
Quero que a noite chegue pr'eu ficar de boa
Ônibus indo pra casa, meus lugares favoritos! (favoritos, favoritos baby)
Quero meu sofá, meu banho, o meu pijaminhaaa
As cobertas mais saudosas, muito melhor que um cineminhaaa

Dez..pras...cinco...Imagina uma praia de Porto Rico
Eu você curtindo como casal rico
Bebendo mojito até encher o bico

Pasito a pasito, ói que tá bonito
A coisa vai pegando poquito a poquito
Vamos dilatando as horas, nem sei qual que é agora...
Dez..pras... cinco.

20.6.17

Não resolve nada

Quando eu vinha confortável, dirigindo meu carro com ar condicionado, pra me refrescar do calor que abrasava as mentes de todos lá fora, vi uma mulher lá fora, provavelmente com a mente abrasada.

Ela vinha tentando chamar a atenção dos motoristas como eu, pedindo qualquer dinheiro ou ajuda que viesse, e aquilo me deixou mal, pela lembrança de que não tinha um trocado decente para lhe entregar, revirando o painel do carro, os bolsos, porta-moedas, até encontrar alguma coisa, buzinar, pra que ela me visse e eu lhe entregasse uma moeda, e eu já me sentisse feliz, como se aquilo tivesse resolvido pra ela e pra mim.

Horas depois quando eu saía feliz da lanchonete, como se nada mais se bastasse e precisasse da vida, e tudo estivesse resolvido, com a barriga cheia, desejo saciado pelo alimento tão aguardado, e percebi uma criança sentada no banco pedindo ajuda, imediatamente eu me voltei, com quase nada trocado no bolso porque já tinha dado pra mulher do parágrafo anterior, revirei novamente e dei o que sobrou, como que por instinto, por obrigação. E até meus amigos repetiram o gesto, logo em seguida, e parecia novamente que tinha resolvido.

Quilômetros depois quando eu voltava pra casa, confortável no meu carro, satisfeito na minha fome, barriga cheia e vento no rosto, me incomodei quando parei no semáforo e vi aquele homem com um cartaz que quase não se entendia nada, porque já era noite e o cartaz era precário, mas ele pedia alguma ajuda. Fiquei mal, porque já tinha dado para a mulher do primeiro parágrafo, e ajudado o menino do segundo. E de fato sobrou muito pouco para ajudar o homem, muito pouco, mas mesmo o pouco que tinha eu entreguei pedindo desculpas, sem saber se tinha resolvido

E no balanço do dia em que ajudei três pessoas desconhecidas, que talvez com essa e outras ajudas tenham conseguido alguma comida ou bebida pra sobreviver mais um pouco, e que por isso eu teria tudo pra dormir mais feliz, não pude sorrir, porque mesmo que eu tenha tentado, não resolveu foi nada.

1.2.17

Passou o aniversário de SP, mas fica uma música




LÁ VOU EU (COMPOSIÇÃO E GRAVAÇÃO, RITA LEE*)

Num apartamento
Perdido na cidade
Alguém está tentando acreditar
Que as coisas vão melhorar
Ultimamente
A gente não consegue
Ficar indiferente
Debaixo desse céu
Do meu apartamento
Você não sabe o quanto eu voei
O quanto me aproximei
De lá da Terra
As luzes da cidade
Não chegam nas estrelas
Sem antes me buscar
E na medida do impossível
Tá dando pra se viver
Na cidade de São Paulo
O amor é imprevisível como você
E eu
E o céu

Lá vou eu
Com o que Deus me deu
Escutando o som
Conquistando o céu
Desprezando o chão
Da janela do sétimo andar
Sem elevador
E a cara feia do zelador
Venha correndo
Venha, venha me dar amor

*Zélia Duncan também gravou a canção (aliás, foi quem ma apresentou e tenho mais ouvido quando toca nas rádios paulistanas), uma bela versão, mas não tem a estrofe final, então optei por colocar a versão original e mais completa, da Rita Lee

30.1.17

Teatro: CANTO PARA RINOCERONTES E HOMENS

Passeei bastante no último feriado do aniversário de São Paulo, afinal paulistano, que sempre tem algo para reclamar dela, tem que aproveitar também as vantagens da metrópole.

Fechando o dia, a peça Canto para Rinocerontes e Homens, no Teatro Alfredo Mesquita, zona norte, foi conquistada arduamente, tamanha a concorrência para assistir a ela.

Mas como valeu a pena!


Nunca um espetáculo teatral havia mexido tanto comigo. E aposto que com muita gente da plateia. O enredo gira em torno da animalização do ser humano, brutalização levada ao extremo a partir de elementos muito atuais, reais, comprovados no nosso dia a dia. Saiba mais sobre a peça neste link.

Recomendo fortemente, goste vc de teatro ou não!

(obs: não é a mesma coisa, claro, nem dispensa a sensação de assistir ao vivo, materialmente na sua frente, mas quem não tiver a oportunidade, e/ou tiver a curiosidade, de assistir a um vídeo que mostra uma exibição da peça na íntegra, está disponível clicando aqui)

27.1.17

Hit das Antigas: Build, The Housemartins

Videoclipe do conjunto britânico The Housemartins, datado de 1987. Faixa de seu segundo e último disco The People Who Grinned Themselves to Death, também de 87. Conhecida como o melô do papel, ouça e cante também "PA PA PA PA, PEL..."

(me lembrou a atenta comadre Letícia Chevrier que "o baixista da banda - com esse gingado sensacional no clipe - era Norman Cook, que ficaria depois tão famoso sob o codinome de Fatboy Slim!")




Clambering men in big bad boots
Dug up my den, dug up my roots.
Treated us like plasticine town
They build us up and knocked us down.

From Meccano to Legoland,
Here they come with a brick in their hand,
Men with heads filled up with sand,
It's build.

It's build a house where we can stay,
Add a new bit everyday.
It's build a road for us to cross,
Build us lots and lots and lots and lots.

Whistling men in yellow vans
They came and drew us diagrams.
Showed us how it all worked out
And wrote it down in case of doubt.

Slow, slow, quick, quick, quick,
It's wall to wall and brick to brick,
They work so fast it makes you sick,
It's build.

Down with sticks and up with bricks,
In with boots and up with roots,
It's in with suits and new recruits,
It's build...

28.12.16

Já é Carnaval desde novembro...

...quando decidi e fui atrás do que precisava pra enfim desfilar por uma escola de samba grande num carnaval grande, sonho desde moleque.

Tá tudo caminhando pra dar certo e, na madrugada de sábado 25 para domingo 26 de fevereiro próximo, eu estar no meio dos milhares de componentes da Vai Vai, maior campeã da elite do carnaval paulistano.

Desde o primeiro ensaio, em frente à quadra da agremiação no Bixiga (formalmente conhecido como Bela Vista), a música que a gente mais canta por lá (e eu venho cantando comigo mesmo toda semana) é o samba-enredo, claro, que podemos ouvir no vídeo abaixo:


O título do enredo é "No xirê do Anhembi, a Oxum mais bonita surgiu: Menininha, Mãe da Bahia - Ialorixá do Brasil", homenageando uma das mães-de-santo mais populares do candomblé brasileiro (veja a letra e as fantasias das alas no site oficial da Saracura), Mãe Menininha do Gantois.

Torça por nós, pois melhor que um desfile serão dois, o segundo entre as escolas campeãs do sambódromo do Anhembi, na sexta, 3 de março!